sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Segredo

E eu que pensava que a vida era feita de leds.
Mas um dia um apagou.
Não, não queimou, leds não queimam, nunca.
Apagou.
Não me sobrou nada alem de duvidas.
O que o mundo seria agora?
Deveria fazer algo, urgente.
Mão, sim, eu tinha mãos.
E logo descobri botões
Botões que religaram os leds
Mas dessa vez vermelhos
Como?
Também me perguntei.
Ainda não consigo responder
Mas agora
As fotos se movem
O vento não sopra, canta
A pele é doce
A noite colorida
O tempo não voa, dança
As soluções são mistérios
Todo cheiro é perfume
O medo, felicidade
A comida não alimenta, entorpece
Mas então
Apertei novamente os botões
Preciso ficar assim
Com os leds verdes
Antes que eles descubram
Mas quando estou sozinho
Sozinho até mesmo de mim mesmoAhh quando eu estou sozinho...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

23 de dezembro

Ahh, chovendo. Consigo sentir as gotículas de água gelada no ar. Elas atravessam a parede de madeira como se ela não fosse barreia alguma. Barreira alguma que possa me proteger do frio, e a ao mesmo tempo, não colabora com a claridade, la fora esta mais claro que aqui dentro, mesmo chovendo. Não vale a penas acender a lâmpada, uma surra não vale a claridade. Sem emitir som algum me levanto, o que é difícil como comprar um Mac, mas já adquiri pratica. Merda, molhei as meias da semana, como eu disse essas paredes não são barreiras para as adversidades, apenas empecilhos para alguma colaboração externa. A chuva entrou, sei que minha cama agora é uma ilha, não vejo, como eu disse, não vale a surra, mas sei. Já que estou com os pés molhados, não vale a pena molhar os tênis também, vou de chinelo. Café da manha estúpido, minha cama em volta de água, nossa casa em volta de água, meus pés molhados, e tomo água!
Pelo menos engana. Acho que ele esta levantando. E novamente, uma sacola para embrulhar o caderno, não vale a surra. Saio na chuva, indo para a aula, lembro que a primeira é de inglês. Sorrio, e desejo bom dia ao mundo.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Muito tempo sem escrever e muito tempo vendo como o mundo é cômico.

Ao decorrer de dias vislumbrei a resiliencia cômica do mundo.
Voltando da empresa vejo um mendigo pedindo um gole de Pepsi® para outro que estava na calçada para poder misturar no restinho de cana que ele tinha.
No mesmo dia, mas a noite, ao voltar de uma observação vejo um grupo de socorristas entrarem no HPS e um mendigo corre no encalço do ultimo e lhe faz um pedido estendendo as mãos, o socorrista com fisionomia de quem já conhece a figura, retira do bolso um par de luvas de procedimento e entrega ao mendigo que sai feliz admirando o presente. As luvas estava usadas.
Ao me deslocar no espaço e tempo para uma breve reunião no estagio, sou obrigado a passar por uma calçada em obras, com fitas listradas de amarelo e preto amarradas em altas traves com base um balde com concreto. Um pré-adolescente com sobrepeso logo a minha frente derruba uma das traves o que faz com que, devido a fita, todas as traves da calçada caem. Como tinha muitas pessoas na calçada, pensem que o gordinho nem iriam esboçar reação, fingindo que não fora ele. Mas logo ele movimenta os membros superiores e inferiores de forma rítmica e agitada, sem olhar pra traz. Ele começar a dança a alguns passos na minha frente, e terminou a dança... a alguns passos na minha frente. Ofegando. Percorreu, na dança, 20 passos de um ser humano normal. Na sua breve parada, olha pra traz para ver se alguém viu o que ele fez (claro, todos viram, ele era gordo, muito, e derrubou varias fitas e traves). Eu sou a pessoa mais próxima, e talvez a única que “se prestou” a olhar tudo. Ele me olhou assustado, acho que ele nunca correu tanto, e eu lhe sorri. Um sorriso daquele “não cara, eu não vou contar para ninguém, vai firme”, sorriso que ele retribuiu e seguiu caminho sossegado a 20 passos da cena do crime.
Ao meio dia, no mesmo local, La estava eu, olhando para as revistas da semana. Nada de muito interessante.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

!

É noite e esta chovendo, não é uma boa coisa para quando se precisa sair e caminhar, digo sair caminhar e fazer alguma coisa depois. Pego o guarda chuva e sem muita escolha saio. Ainda na porta penso: vou no mais longe para ver se é mais barato, ou vou no perto. Fui no perto. A porta é de vidro e vejo as pessoas lá dentro. A porta esta fechada, tento três vezes, realmente esta fechada. O homem, rapaz, que estava me olhando, vem e a abre.
-Sim.
-Oi, eu tinha um horário marcado, na verdade eu to atrasado 25 minutos.
-Cassio?
-É.
-Pode entrar.
Todos tem características em comum, acho, praticamente como um padrão profissional. Ele me aponta uma cadeira que sem muito papo sento. Ele vai para a sala ao lado falando:
- Eu nem ia abrir a porta.
- E o que te fez pensar duas vezes?
- Tu é menor que eu.
- Puta merda!
Ele volta e regula a cadeira. elE tem peitos, mas ainda não tenho certeza. Uma mulher não muito longe dali lhe fala algo, ele me pede um minuto e vira-se para conversar com ela. A conversa é pouca e rápida, algo sobre uma cliente, mas o suficiente para mim certificar minhas duvidas. Ele usa sutiã. Logo ele começa o trabalho.
-Ah desculpa, como tu vai querer?
...
- Se eu dormi tu me cutuca.
- Sem problema.
...
- Quanto deu?
- É 15.
- Ó.
...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

( )Trabalho ( )Não trabalho ( )Me Coço

O trabalho não esta agradável, não ,muito. Trabalho, me coço, tomo café, me coço, internet, me coço, internet, me coço, estudo, do uma coçada e trabalho me coçando. O lado positivo, ou negativo depende da onde você esta olhando é que agora voltei a tomar os fármacos antialérgicos, então, agora faço tudo isso com sono. Mas como isso não é o Livro das Lamentações das Virgens ao Norte das colinas da região pantanosa dos paises ao leste da Rússia, compartilho com vocês minha mais nova paixão de infância, Cube Craft, ou PaperFoldable, ou outra coisa com papel. Sério, vou fazer muitos!
Mas agora, para lamentações gerais, vou parar de escrever e vou estudar (me coçando)






http://www.cubeecraft.com/

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O negócio é ser barato.

Não somos apenas nós, agora tenho certeza. Tomar uma cerveja boa, gelada, importada, talvez cara, e já esta me dando vontade, é muito bom. Mas nem sempre possível por questões financeiras. Agora atirem a primeira pedra quem nunca compro a breja da promoção? O fardinho pague 12 e leve 15? Ou ainda vez cálculos para ver se a de litro não saia mais barato por ml?
Se você esta catando pedras não chão não continue lendo.
Bavária, Sol, Colônia, Cristal, menos Kaiser que daí já é abuso. Mas agora com vocês Tsingtao, e afirmo com convicção que precisamos importar essa moda. Se o vidro era caro e fizeram a lata, e a lata cara e fizeram a lata de alumínio, a a lata de alumínio já não era barata suficiente fizeram o pet (sim tem cerveja em pet em Santa Catarina), a China superou todas. Conheçam Tsingtao a cerveja em sacola!
Sim, em sacola, é só colocar o canudinho e pronto, ou servir em um copo se preferir, mas bem que se quem ta na chuva é para encharcar os tênis, vamos toma é de canudinho mesmo.
Esse é um post de um estagiário sem muito trabalho, e quem me conhece sabe onde trabalho, e talvez ache o post um pouco mais engraçado.




quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Protocolo 028974/2008

“trim....trim.....trim...” (6:00 a.m)

-ahhh, alô?! (em que mundo eu to? É sonho? Não, merda)
-vai caminhar? (quer ver que não)
-não (puta merda tu ta no quarto do lado!)
-a ta. (eu sabia.)


Algum tempo depois. Não muito longe dali.

-o que tu vai come? (que não seja o panetoni)
-panetoni (.....)
- ta (coco)


Algum tempo depois. Algumas quadras de distancia.

- da onde tu tirou isso (aah, fica inventando coisa e depois inventa referencia)
-ué, baseados em, referencias, olha só.
...minutos depois..
-ta, ta eu mudo (merda, merda, merda)



PS:
Tênis para caminhada: R$:145,00 com mastercad
Panetoni para o café da manha: R$:7,50 com mastercard
A percepção de uma manha construtivista: não tem preço.